Patricinhas, góticos, emos, punks, posers, indies, workaholics, pessoas certinhas, pessoas centradas, pessoas fúteis... afinal quem são as pessoas que nos rodeiam? As conhecemos, ou simplesmente as rotulamos? Será que podemos mesmo resumir um ser humano a uma única palavra quando não podemos definir nem a nós mesmos?Mudamos tão rapidamente de personalidade quanto os atores mudam de roupa no teatro, somos ao mesmo tempo uma única pessoa e um milhão de personagens. Somos escritores, figurinistas, diretores e atores principais do teatro que são as nossas vidas. As máscaras que usamos e personagens que representamos são maneiras de tentar apresentar a personalidade que possuímos em determinado momento para o mundo ao nosso redor.
Mas nem sempre percebemos que as outras pessoas também agem assim, elas também são atores que entram e saem de cena nas nossas vidas, que mudam de roupagem e papel da mesma maneira que nós, não são vazias, nem limitáveis, elas também estão mudando e se reinventando, elas são bem mais do que aparentam, ainda que teimemos em vê-las como objetos de cena que cumprirão o mesmo papel até que o espetáculo termine e as cortinas se fechem.
Acabamos esperando que as pessoas correspondam aos rótulos que lhes impomos e perdemos a oportunidade de conhecê-las em sua verdadeira essência, tapamos nossos olhos com o véu do preconceito e nos fechamos para o novo, ou pelo menos para olhar com outros olhos aqueles que achamos que conhecemos tão bem...
Por Cybelle Albarn




Máscaras












