Nós temos a tendência de ser saudosistas, porque aparentemente é mais fácil eternizar o passado como “tudo de bom”, do que enfrentar os percalços do presente.
Mas a história, e as charges (sejam elas das décadas passadas, ou de hoje), nos mostram que não é bem assim. A sociedade de hoje é pouco diferente da de ontem.
Eu particularmente acho que não há forma melhor de se fazer uma crítica a um tipo de comportamento, do que usando as charges, é claro que elas têm todoo um embasamento histórico. E o cartunista ANGELI faz isso muito bem!
Lembra de quando você era criança e se divertia a valer com o programa TV COLOSSO? Um programa que foi exibido entre 1993 e 1996 na TV Globo, simulando toda a atividade de uma emissora de televisão comandada por cães, e ainda passava desenhos como She-Ra, Caverna do Dragão, He-Man, Thundercats, Homem-Aranha, Animaniacs? Pois bem, ANGELI era o redator do programa. (redator: é aquele que é responsavél pela definição da mensagem que será enviada ao público, e como deverá ser escrita).

Ah e você também deve se lembrar de charges como essa em seu livro de português, da 6° ou da 7° série.
Bem, mas não pára por aí não.
Ele fundou juntamente com Luiz Gê, Glauco, Roberto Paiva, Glauco Mattoso e Laerte (outros renomados chargistas brasileiros) em 1983 a revista "Chiclete com Banana” que até hoje é considerada como uma das mais importantes publicações de quadrinhos adultos já editados no Brasil vale salientar que a revista influenciou toda uma geração e o surgimento de bandas de rock.
Seu humor anárquico e urbano já foi publicado na Alemanha, França, Itália, Espanha, México, Argentina e Portugal, onde obteve maior aceitação.
Ele já foi premiado pelo HQMix por seis anos consecutivos como o melhor chargista do Brasil, é exclusivo do UOL e colabora diariamente com o Diário de Notícias de Lisboa.
Durante a época a abertura política no Brasil o cartunista descortinava uma São Paulo pós-industrial cheia de defeitos de fabricação em forma de gente - o punk Bob Cuspe, a gótica boêmia Rê Bordosa, o paranormal Rampal e o gay Nanico.
Recentemente uma de suas criações saiu do jornal pra bagunçar a tela dos cinemas, a dupla de velhos hippies Wood & Stock, que já está em exibição nos cinemas do país (Wood & Stock - Sexo, Orégano e Rock'n'Roll), dirigido por Otto Guerra. O filme tem nas vozes dos personagens músicos como Tom Zé (Raulzito) e Rita Lee (Rê Barbosa), e levou 11 anos para ser adaptado, por falta de verbas, proibição de uso de canções do Mutantes.
Wood e Stock vivenciaram o movimento hippie durante os anos 70. Eles ainda não esqueceram daquela época, das festas regadas a alucinógenos, os chás de cogumelo e a completa viagem pela qual passaram. Inconformados com o mundo de hoje, cada vez mais individualista e sem graça, eles decidem retomar a velha banda de rock, a Chiqueiro Elétrico. Querem protestar contra a sociedade capitalista e aproveitar para fumar mais um baseado (ou um orégano, huahahauhuahuahuahua, é a analogia que fazem no filme).
Para complicar suas vidas, o pai de Stock morre e ele fica sem sua mesada e a esposa de Wood, Lady Jane, promove um exílio tântrico-sexual. Eles terão também de tomar conta de Overall, um adolescente muito certinho e extremamente preocupado com a aparência. Será uma tarefa árdua conviver com o novo mundo.
E não pense você que essa é uma daquelas adaptações que perdem a essência da obra, veja só o que o próprio ANGELI disse a respeito do filme para a Folha de São Paulo, onde por sinal ele trabalha desde 1973:
Folha - Qual foi o seu envolvimento com o filme "Wood & Stock"?
Angeli - Bom, eu cedi todo o meu material desde 84 para o Otto fazer o que quisesse, como referência gráfica e de roteiro. E fiquei meio como consultor. Detalhes, coisas dos personagens que eu conheço porque os criei. Depositei toda minha confiança no Otto porque ele é um cara como eu, da minha geração, a gente ouviu as mesmas coisas, tomamos as mesmas coisas. Se eu fizesse o filme, ele seria completamente diferente, porque eu sou virginiano meticuloso e fico completamente obcecado com detalhes.
Folha - O filme tem o andamento que você imaginava para os personagens?
Angeli - Sim, acho que ele conseguiu pegar o ritmo dos hippies velhos, lentos, cansados...
ANGELI e seu humor urbano e anárquico nos fazem refletir sobre nossa sociedade e ainda dar boas gargalhadas, seja no jornal, seja nos seus livros ou até mesmo na tela do cinema e da televisão, é bom lembrar que ele não é o único que faz isso aqui no Brasil não viu? Eu só to falando dele porque é o que eu mais conheço, e mais gosto do trabalho, mas procurem ver também Luiz Gê, Glauco, Roberto Paiva, Glauco Mattoso e Laerte.
Ps.Se você achou o trabalho Do Angeli interessante e quer saber mais sobre seu trabalho acesse http://www2.uol.com.br/angeli/ lá você terá acesso a charges clássicas do autor e atuais do autor.
Mas a história, e as charges (sejam elas das décadas passadas, ou de hoje), nos mostram que não é bem assim. A sociedade de hoje é pouco diferente da de ontem.
Eu particularmente acho que não há forma melhor de se fazer uma crítica a um tipo de comportamento, do que usando as charges, é claro que elas têm todoo um embasamento histórico. E o cartunista ANGELI faz isso muito bem!
Lembra de quando você era criança e se divertia a valer com o programa TV COLOSSO? Um programa que foi exibido entre 1993 e 1996 na TV Globo, simulando toda a atividade de uma emissora de televisão comandada por cães, e ainda passava desenhos como She-Ra, Caverna do Dragão, He-Man, Thundercats, Homem-Aranha, Animaniacs? Pois bem, ANGELI era o redator do programa. (redator: é aquele que é responsavél pela definição da mensagem que será enviada ao público, e como deverá ser escrita).

Ah e você também deve se lembrar de charges como essa em seu livro de português, da 6° ou da 7° série.
Bem, mas não pára por aí não.
Ele fundou juntamente com Luiz Gê, Glauco, Roberto Paiva, Glauco Mattoso e Laerte (outros renomados chargistas brasileiros) em 1983 a revista "Chiclete com Banana” que até hoje é considerada como uma das mais importantes publicações de quadrinhos adultos já editados no Brasil vale salientar que a revista influenciou toda uma geração e o surgimento de bandas de rock.
Seu humor anárquico e urbano já foi publicado na Alemanha, França, Itália, Espanha, México, Argentina e Portugal, onde obteve maior aceitação.
Ele já foi premiado pelo HQMix por seis anos consecutivos como o melhor chargista do Brasil, é exclusivo do UOL e colabora diariamente com o Diário de Notícias de Lisboa.
Durante a época a abertura política no Brasil o cartunista descortinava uma São Paulo pós-industrial cheia de defeitos de fabricação em forma de gente - o punk Bob Cuspe, a gótica boêmia Rê Bordosa, o paranormal Rampal e o gay Nanico.
Recentemente uma de suas criações saiu do jornal pra bagunçar a tela dos cinemas, a dupla de velhos hippies Wood & Stock, que já está em exibição nos cinemas do país (Wood & Stock - Sexo, Orégano e Rock'n'Roll), dirigido por Otto Guerra. O filme tem nas vozes dos personagens músicos como Tom Zé (Raulzito) e Rita Lee (Rê Barbosa), e levou 11 anos para ser adaptado, por falta de verbas, proibição de uso de canções do Mutantes.
Wood e Stock vivenciaram o movimento hippie durante os anos 70. Eles ainda não esqueceram daquela época, das festas regadas a alucinógenos, os chás de cogumelo e a completa viagem pela qual passaram. Inconformados com o mundo de hoje, cada vez mais individualista e sem graça, eles decidem retomar a velha banda de rock, a Chiqueiro Elétrico. Querem protestar contra a sociedade capitalista e aproveitar para fumar mais um baseado (ou um orégano, huahahauhuahuahuahua, é a analogia que fazem no filme).
Para complicar suas vidas, o pai de Stock morre e ele fica sem sua mesada e a esposa de Wood, Lady Jane, promove um exílio tântrico-sexual. Eles terão também de tomar conta de Overall, um adolescente muito certinho e extremamente preocupado com a aparência. Será uma tarefa árdua conviver com o novo mundo.
E não pense você que essa é uma daquelas adaptações que perdem a essência da obra, veja só o que o próprio ANGELI disse a respeito do filme para a Folha de São Paulo, onde por sinal ele trabalha desde 1973:
Folha - Qual foi o seu envolvimento com o filme "Wood & Stock"?
Angeli - Bom, eu cedi todo o meu material desde 84 para o Otto fazer o que quisesse, como referência gráfica e de roteiro. E fiquei meio como consultor. Detalhes, coisas dos personagens que eu conheço porque os criei. Depositei toda minha confiança no Otto porque ele é um cara como eu, da minha geração, a gente ouviu as mesmas coisas, tomamos as mesmas coisas. Se eu fizesse o filme, ele seria completamente diferente, porque eu sou virginiano meticuloso e fico completamente obcecado com detalhes.
Folha - O filme tem o andamento que você imaginava para os personagens?
Angeli - Sim, acho que ele conseguiu pegar o ritmo dos hippies velhos, lentos, cansados...
ANGELI e seu humor urbano e anárquico nos fazem refletir sobre nossa sociedade e ainda dar boas gargalhadas, seja no jornal, seja nos seus livros ou até mesmo na tela do cinema e da televisão, é bom lembrar que ele não é o único que faz isso aqui no Brasil não viu? Eu só to falando dele porque é o que eu mais conheço, e mais gosto do trabalho, mas procurem ver também Luiz Gê, Glauco, Roberto Paiva, Glauco Mattoso e Laerte.Ps.Se você achou o trabalho Do Angeli interessante e quer saber mais sobre seu trabalho acesse http://www2.uol.com.br/angeli/ lá você terá acesso a charges clássicas do autor e atuais do autor.
Por Maria Cecilia




O Anjo da Sátira












